sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Aletrações climáticas

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas

Vivemos hoje numa época de grave crise, confrontados com os desafios mais sérios que a humanidade alguma vez experimentou: consequências ecológicas do nosso karma colectivo. A constatação unânime dos cientistas é esmagadora: as actividades humanas estão em vias de provocar um desastre ecológico à escala planetária. O aquecimento global, em particular, está a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se previa, sendo hoje patente no Pólo Norte. Durante centenas de milhares de anos, o Oceano Árctico esteve coberto por uma camada de gelo tão vasta como a Austrália que se encontra actualmente em rápido desaparecimento. Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (GIEC) previu que, por volta de 2100, o derretimento estival dos gelos seria total, mas é hoje evidente que corremos o risco de isso vir a suceder dentro de uma ou duas décadas. A vasta extensão de gelo da Gronelândia está também a derreter mais rapidamente do que se previra. O nível do mar vai aumentar pelo menos um metro ao longo deste século, o que provocará a inundação de inúmeras zonas costeiras, assim como de importantes áreas cultivadas de rizicultura de vital importância como o Delta do Mekong, no Vietname. Por todo o mundo, os glaciares diminuem velozmente. Se as políticas económicas actuais não mudarem, os glaciares do planalto tibetano, que alimentam os grandes rios que fornecem água a milhões de pessoas na Ásia, desaparecerão nos próximos trinta anos.
A Austrália e o Norte da China sofrem neste momento graves períodos de seca e uma diminuição das colheitas. Importantes relatórios, como o do GIEC, das Nações Unidas, da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam em afirmar que, sem uma mudança de orientação colectiva, a diminuição das reservas de água e dos recursos alimentares, poderá provocar, entre outras consequências, situações de fome, conflitos motivados pela disputa dos recursos, assim como migrações maciças até meados do século – porventura, mesmo, até 2030, segundo o primeiro conselheiro científico do governo britânico.

O aquecimento global desempenha um papel essencial em outras crises ecológicas, como o desaparecimento de numerosas espécies vegetais e animais que partilham a Terra connosco. Os oceanógrafos assinalam que metade das emissões de carbono devidas à utilização de combustíveis fósseis já terá sido absorvida pelos oceanos, o que aumentou a sua taxa de actividade em cerca de 30%. Esta acidificação perturba a calcificação das conchas e dos recifes de coral, ameaçando o desenvolvimento do plâncton, base da cadeia alimentar da maioria das espécies que povoam os oceanos.

Os relatórios das Nações Unidas concordam com as tomadas de posição de eminentes biólogos que afirmam que a continuação da actual política de cegueira voluntária levará à extinção de cerca de metade das espécies terrestres actualmente existentes. Estamos a transgredir, colectivamente, o primeiro dos preceitos: “Não prejudicar os seres vivos”, e estamos a fazê-lo na maior escala possível. Somos incapazes de antecipar o impacto biológico sobre a vida humana que será provocado pelo desaparecimento desta infinidade de espécies que, imperceptivelmente, também contribuem para o nosso próprio bem-estar.

Muitos cientistas chegaram já à conclusão de que está hoje em causa a sobrevivência da própria civilização humana. Atingimos um momento crucial da nossa evolução biológica e social. Nunca na história a necessidade do contributo do budismo para o bem de todos os seres se impôs com tamanha urgência. Por intermédio das quatro nobres verdades dispomos de um quadro que permite traçar um diagnóstico sobre a nossa situação actual e, assim, definir as grandes linhas de uma solução: as ameaças e catástrofes que nos assombram provêm em última instância do espírito humano, pelo que exigem uma fundamental mutação do nosso espírito. Se o sofrimento individual nasce da sede e da ignorância (dos três venenos: a avidez, o ódio e a ilusão), o mesmo sucede quanto ao sofrimento que experimentamos à escala colectiva. A urgência ecológica actual confronta-nos com o eterno sofrimento humano, de uma forma desmultiplicada. Nós sofremos como indivíduos mas também como género, de um si que se vê como separado não só dos outros mas também da própria Terra. Como diz Thich Nhat Hanh: «Nós estamos aqui para despertar da ilusão da nossa separação». Devemos acordar e compreender que a Terra é tanto nossa mãe como nossa casa. Desde logo, o cordão umbilical que a ela nos liga não pode ser cortado. Se a terra adoece, nós também adoecemos porque somos parte integrante dela. As nossas actuais relações económicas e tecnológicas com a biosfera não são viáveis. A fim de sobreviver às duras transformações que se avizinham, os nossos modos de vida e as nossas expectativas devem mudar. Isto supõe não só novos comportamentos, mas também novos valores. O ensinamento budista segundo o qual a saúde global das pessoas e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas de indicadores económicos, permite-nos definir as transformações pessoais e sociais que devemos empreender.

No plano individual, devemos adoptar comportamentos que manifestem a nossa consciência ecológica no quotidiano, reduzindo assim a nossa pegada de carbono. Para aqueles que vivem em economias desenvolvidas, isto implica modernizar e isolar as casas e os lugares de trabalho para obter um melhor rendimento energético; reduzir o aquecimento no Inverno e o ar condicionado no Verão; utilizar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo; desligar os aparelhos eléctricos que não estão em uso; conduzir viaturas que consumam o menos possível; diminuir o consumo de carne, favorecendo uma alimentação vegetariana, mais saudável e mais respeitadora do ambiente.

Estas iniciativas individuais, todavia, por si sós, não são suficientes para evitar futuras catástrofes. Devemos igualmente empreender transformações institucionais, no plano tecnológico e no plano económico. Logo que possível, devemos “descarbonar” as nossas produções energéticas, substituindo as energias fosseis por fontes de energia renováveis que são ilimitadas, inofensivas e que estão em harmonia com a natureza. Devemos particularmente parar com a construção de novas centrais a carvão, uma vez que esta é, de longe, a fonte mais poluente e mais perigosa de emissões de carbono na atmosfera. Inteligentemente exploradas, as energias eólica, solar, marmotriz e geotérmica poderiam fornecer toda a electricidade de que necessitamos sem prejudicar a biosfera. Cerca de um quarto das emissões de carbono mundiais são devidas à desflorestação, pelo que deveremos inverter o processo de destruição das florestas, em particular a cintura das florestas tropicais onde vive a maior parte das espécies animais e vegetais.

Torna-se hoje evidente que é igualmente necessário proceder a alterações significativas na organização do nosso sistema económico. O aquecimento global encontra-se estreitamente ligado às monstruosas quantidades de energia que as nossas indústrias devoram a fim de dar resposta aos níveis de consumo que correspondem às expectativas de tantos de entre nós. De um ponto de vista budista, uma economia sã e duradoura deve reger-se pelo princípio da suficiência: a chave da felicidade encontra-se na satisfação e não numa multiplicação crescente de bens e produtos. O comportamento compulsivo que leva a um consumo crescente é expressão de sede, aquela disposição que o Buda identificou como sendo a principal causa do sofrimento.

No lugar de uma economia submetida à lei do lucro que requer um crescimento ilimitado para não falhar, devíamos fazer evoluir o mundo em direcção a uma economia que promovesse um nível de vida satisfatório para todos, permitindo-nos assim desenvolver as nossas plenas potencialidades (incluindo as espirituais) em harmonia com a biosfera, que sustenta e nutre todos os seres, onde se incluem também as gerações futuras. Se os dirigentes políticos não são capazes de reconhecer a urgência desta crise mundial ou se ele não estão dispostos a considerar o bem estar a longo prazo da humanidade acima dos benefícios de curto prazo das companhias que exploram os combustíveis fosseis, talvez seja necessário que os contestemos mediante o desencadear de campanhas persistentes de acção cívica.

Diversos climatologistas, como o Dr. James Hansen, da NASA, definiram recentemente objectivos precisos a fim de evitar que o aquecimento global atinja um limiar crítico catastrófico. Para que a civilização humana seja viável, a taxa aceitável de dióxido de carbono na atmosfera deve ser inferior a 350 ppm (partes por milhão). O cumprimento deste objectivo é recomendado e apoiado pelo Dalai Lama, assim como por outras personalidades agraciadas com o Prémio Nobel e por prestigiados cientistas. Na situação actual encontramo-nos nos 387 ppm, nível que aumenta ao valor de 2 ppm por ano.

É assim necessário não só reduzir as emissões de carbono mas também eliminar a excessiva quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera.

Enquanto signatários desta declaração de princípios budista, nós reconhecemos o desafio urgente que o aquecimento global coloca. Juntamo-nos ao Dalai Lama para apoiar o objectivo dos 350 ppm. De acordo com os ensinamentos budistas, e conscientes da nossa responsabilidade individual e colectiva, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir esse objectivo, nomeadamente (mas não só) através das acções individuais e sociais aqui sucintamente indicadas.

Dispomos apenas de um curto espaço de tempo para agir, para preservar a humanidade de uma catástrofe iminente e para assegurar a sobrevivência das diversas e belas formas de vida terrestres. As futuras gerações e as outras espécies que partilham a nossa biosfera, não têm voz para nos pedir que demonstremos a nossa compaixão, sabedoria e poder de decisão. Devemos escutar o seu silêncio. E devemos também ser a sua voz e agir em seu nome.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Para quem aprecia aqui ficam algumas flores que fotografei:







quarta-feira, 15 de abril de 2009

Não tenho escrito nem postado nada, tenho estado bastante atarefada com os estudos, trabalho e actividades extra. Apesar de tudo não deixo de partilhar convosco umas fotografias que tirei, não são nada de especial, simplesmente momentos bonitos...






Fiquem bem
Tsering Lhamo

segunda-feira, 2 de março de 2009

Outra perspectiva do inimigo

"Comecemos por examinar a nossa maneira habitual de reagir face aos nossos rivais.Claro que, em geral, não desejamos bem aos nossos inimigos. Mas fazer sofrer um inimigo com as nossas acções será uma ocasião de regozijo? Se pensarmos bem, haverá algo mais miserável do que alimentar tal hostilidade e uma tal malevolência? Queremos realmente ser tão cruéis?
Quando nos vingamos de um inimigo, criamos um círculo vicioso. A outra pessoa não aceita a nossa retaliação, quer uma desforra, nós fazemos o mesmo e nunca mais se acaba. A nível de uma comunidade, este tipo de situações pode passar de geração em geração. O resultado é sofrimento para ambos os lados. É como se a própria finalidade da vida se degradasse. Verifica-se essa degradação nos campos de refugiados, onde se cultiva o ódio pelo inimigo. Começa na infância. É muito triste. A cólera ou o ódio são como um anzol.
Certas pessoas consideram que o ódio é útil para a nação. Eu penso que é muito negativo, que esta é uma visão muito estreita. O espírito de não-violência e de tolerância é exactamente o oposto desta atitude.
No Budismo, em geral, damos muita atenção à nossa atitude para com os rivais e os inimigos. A razão para tal é que o ódio é um obstáculo considerável no desenvolvimento da compaixão e da tolerância para com os nossos inimigos, o resto torna-se muito mais fácil e a compaixão para com os outros seres nasce espontaneamente.
Isto significa que, para um praticante de uma via espiritual, os inimigos têm um papel essencial. Considero que a compaixão é a essência da vida espiritual. Para podermos praticar plenamente o amor e a compaixão é essencial praticarmos a paciência e a tolerância. Não existe força que valha a paci~encia nem pior calamidade que a cólera.Portanto, devemos fazer tudo o que podemos para não guardar ódio contra os inimigos, mas sim utilizarmos essas situações de conflito como outras tantas oportunidades para cultivarmos a paciência e a tolerância.
Na verdade, o inimigo é a condição indispensável à prática da paciência. Sem a intervenção do inimigo, a paciência e a tolerância não podem existir. Geralmente não sõa os nossos amigos que nos poêm à prova, não são eles que nos dão oportunidade de cultivar a paciência. Apenas os inimigos o fazem. Segundo este ponto de vista, podemos considerar que os inimigos são grandes mestres para nós e devemos respeitá-los pelas preciosas oportunidades de praticar a paciência que nos oferecem.
Há muitas pessoas no mundo, mas poucas são aquelas com que contactamos, e ainda menos as que nos criam problemas. Portanto, devíamo-nos sentir gratos quando temos uma oportunidade para praticar a paciência e a tolerância. É uma coisa rara. É como se estivéssemos inesperadamente descoberto um tesouro em casa, e portanto devemos regojizarmo-nos e agradecermos ao nossos inimigo por ele nos proporcionar tão preciosa oportunidade. A verdade é que para levarmos a cabo a prática da paciência e da tolerância, factores essenciais para combater as emoções negativas , temos que fazer convergir os nossos esforços e utilizar a oportunidade que o inimigo nos oferece."- Dalai Lama

domingo, 1 de março de 2009

Para alguém que me é muito especial, love U:

Oh - thinkin' about all our younger years
There was only you and me
We were young and wild and free

Now nothin' can take you away from me
We bin down that road before
But that's over now
You keep me comin' back for more

Baby you're all that I want
When you're lyin' here in my arms
I'm findin' it hard to believe
We're in heaven
And love is all that I need
And I found it there in your heart
It isn't too hard to see
We're in heaven

Oh - once in your life you find someone
Who will turn your world around
Bring you up when you're feelin' down

Ya - nothin' could change what you mean to me
Oh there's lots that I could say
But just hold me now
Cause our love will light the way

N' baby you're all that I want
When you're lyin' here in my arms
I'm findin' it hard to believe
We're in heaven
And love is all that I need
And I found it there in your heart
It isn't too hard to see
We're in heaven

I've bin waitin' for so long
For something to arrive
For love to come along

Now our dreams are comin' true
Through the good times and the bad
Ya - I'll be standin' there by you

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Para dar força a muitos de nós...

Aqui fica a letra de uma música que pode dar força a muitos de nós...

Des'ree - You Gotta Be

Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers, they may cause you tears
Go ahead release your fears
Stand up and be counted
Don't be ashamed to cry
You gotta be
You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day
Herald what your mother said
Readin' the books your father read
Try to solve the puzzles in your own sweet time
Some may have more cash than you
Others take a different view
My oh my heh, hey
You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day
Don't ask no questions, it goes on without you
Leaving you behind if you can't stand the pace
The world keeps on spinning
You can't stop it, if you try to
This time it's danger staring you in the face
Oh oh oh Remember
Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers, they may cause you tears
Go ahead release your fears
My oh my heh, hey, hey
You gotta be
You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day
You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Contrariamente à ideia que muitos têm, a noção de karma não é um determinismo e não significa que o nosso destino esteja traçado para sempre, muito pelo contrário. Na visão budista, karma é um condicionamento e indica que, ao agirmos no presente, condicionamos o nosso comportamento futuro. Exteriormente, condicionamos a reacção que os outros têm em relação a nós – aceitação, rejeição, etc. – e, interiormente, criamos hábitos e propensões para interpretarmos o mundo de determinada forma. Dessa interpretação depende o sentimento de felicidade ou infelicidade. É assim, desta forma, que a felicidade e a infelicidade dependem de nós.Pelo que acabou de ser explicado podemos depreender que também não se trata de um total livre arbítrio na medida em que as escolhas que fazemos a cada instante são influenciadas, em grau variável, pelas escolhas e as experiências anteriores. Em cada uma das nossas acções há uma parte de condicionamento e uma parte de liberdade. Podemos agir de forma totalmente livre, mas o condicionamento gerado pela nossa experiência de vida e pelos actos anteriores impele-nos de forma mais ou menos poderosa a reproduzir comportamentos anteriores.Decorrente desta visão das coisas, surgem princípios éticos que incluem acções a evitar e acções a realizar. É importante compreendermos que não se trata, no entanto, de uma avaliação da qualidade moral dos nossos actos mas, tão-somente, de conselhos de “higiene de vida”, parâmetros para quem deseja viver de forma mais harmoniosa e feliz. As coisas boas não são uma recompensa, nem as coisas más um castigo, o que acontece é que, ao fazermos sofrer os que nos rodeiam, lançamos um processo doloroso que, à semelhança de um boomerang, acaba por voltar até nós. Se pelo contrário o processo for positivo, os resultados sê-lo-ão também. Trata-se apenas do modo de funcionamento dos fenómenos.
Do mesmo modo que o trigo dá trigo e o joio dá joio, as nossas acções têm resultados de natureza idêntica: o positivo dá positivo, o negativo dá negativo. Por outro lado, nem todas as sementes têm o mesmo tempo de germinação. Enquanto um bago de arroz pode dar origem a uma nova planta no espaço de alguns meses, uma bolota levará anos a tornar-se um carvalho. Do mesmo modo, as nossas acções não levam todas o mesmo tempo a amadurecerem. Assim se compreende que pessoas bondosas possam estar a viver os resultados de acções negativas cometidas muito antes e das quais já não guardam memória." -
Tsering Paldron




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Parábola

O filho de um proprietário partiu para um país distante, e enquanto o pai acumulava uma imensa riqueza, o filho tornou-se miseravelmente pobre. E enquanto o filho procurava comida e roupa acabou por chegar ao país onde vivia o seu pai. E o pai viu-o naquela miséria, atormentado e embrutecido pela pobreza, e ordenou a alguns dos seus criados que o fossem chamar.
Quando o filho viu o lugar para onde o levaram pensou, "Devo ter levantado suspeitas nalgum homem poderoso e ele vai levar-me para a prisão."Cheio de receio, conseguiu fugir antes de ter visto o pai.
Então o pai enviou mensageiros à procura do filho, que foi apanhado e trazido apesar dos seus gritos e lamentos. Logo de imediato, o pai nomeou um trabalhador do grau e educação do seu filho para empregar o rapaz como ajudante na propriedade. E o filho ficou satisfeito com a sua nova situação.
Da janela do seu palácio o pai observou o rapaz, e quando viu que era honesto e industrioso, promoveu-o mais e mais.
Depois de algum tempo, chamou o filho à sua presença, reuniu todos os seus servos, e revelou o segredo a todos. Então o pobre homem ficou muito contente e cheio de felicidade ao ter encontrado o seu pai.


Pouco a pouco, as mentes dos homens são treinadas para verdades mais altas.